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Caso Ana Clara Firmino: Justiça condena trio a mais de 150 anos por matar menina de 12 anos em festa em Alagoas


Réus pela morte de Ana Clara pegaram mais de 50 anos de prisão cada
A Justiça de Alagoas condenou, na quinta-feira (14), os três acusados de matar Ana Clara Firmino, de 12 anos, durante uma festa na cidade de Maravilha, no interior do estado. O trio também foi condenado pela tentativa de homicídio de um jovem que estava com a vítima no momento do crime.
Ana Clara foi morta a facadas no dia 2 de janeiro de 2025. Ela era filha do radialista Ailton Silva, da rádio Liderança FM, e foi encontrada com uma faca cravada nas costas. Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes.
De acordo com a polícia, Lailton da Silva queria se relacionar com Ana Clara e se revoltou ao vê-la conversando com outro adolescente. Os condenados são Lailton Soares da Silva, de 25 anos; José Jonas da Silva Júnior, de 24 anos; e Edneide Pereira Santos, cuja idade não foi informada.
Somadas, as penas ultrapassam 150 anos de prisão. Confira:
Lailton Soares da Silva, condenado por matar Ana Clara Firmino, na cidade de Maravilha
/MP-AL
Lailton Soares da Silva: 52 anos, 2 meses e 25 dias;
José Jonas da Silva Júnior: 55 anos e 11 meses;
Edneide Pereira Santos: 55 anos e 11 meses.
Durante o júri, o jovem que acompanhava Ana Clara e também foi vítima da tentativa de homicídio relatou como o crime aconteceu. Segundo ele, os dois haviam ido à festa e conheceram outras duas meninas no local.
Eles decidiram seguir para uma área mais afastada para conversar quando foram surpreendidos por um carro. Os criminosos chegaram a simular um assalto, mas nenhum pertence das vítimas foi levado.
“Estávamos no local quando o carro [um Gol prata] chegou de repente e parou. Um homem desceu do banco da frente com a camisa cobrindo o rosto e me esfaqueou. Ela [Ana Clara] mandou eu correr. Corri e não vi mais nada. Depois chamaram uma ambulância para me levar para Santana do Ipanema”, relembrou a vítima.
O Ministério Público informou que, durante o julgamento, o acusado José Jonas também relembrou o dia do crime e afirmou que, quando percebeu a situação, Ana Clara já estava morta.
“Quando fui buscar o carro depois da festa, o Lailton pediu uma carona e eu dei. Ao chegar ao local, ele desceu e conversou com a menina. Quando vimos, ele já estava em cima dela. Fui até lá e pensei em tirar a faca, mas percebi que ela já estava morta e voltei”, declarou José Jonas.
Ana Firmino, menina de 12 anos esfaqueada em Maravilha, AL
Arquivo pessoal

 

 

PorG1 Alagoas