
Eraldo Ferraz: Professor tornou-se um dos símbolos do pré carnaval em Maceió
Professor universitário e apaixonado pelo frevo, Eraldo Ferraz se tornou um dos maiores símbolos do Carnaval de Maceió ao assumir o posto de porta-estandarte do tradicional bloco Pinto da Madrugada.
Natural de Pernambuco, Eraldo cresceu em meio à tradição carnavalesca. Segundo ele, o frevo sempre esteve presente em sua vida.
“Desde pequeno meus pais já levavam a gente para brincar o Carnaval. Quando era adolescente, já estava com os amigos no Galo da Madrugada. O frevo já está no meu pé, o frevo está no meu sangue e na minha família”, relembrou em entrevista a TV Asa Branca Alagoas. (Assista acima)
Quando se mudou para Alagoas, Eraldo conta que estranhou a ausência de um Carnaval de rua forte em Maceió. “Cheguei em Alagoas e achei tudo estranho, porque era período de Carnaval e eu não via nada de Carnaval aqui. Eu questionava por que não tinha mais Carnaval em Maceió”, afirmou.
Foi nesse contexto que surgiu o Pinto da Madrugada, com a proposta de resgatar o Carnaval autêntico, marcado pelo frevo e pelos desfiles tradicionais. Já a definição de quem carregaria o estandarte do bloco acabou mudando a trajetória de Eraldo.
Amigo do professor Eduardo Lira e por ser pernambucano, ele foi convidado para assumir a função. Desde então, o professor se tornou presença garantida nos carnavais de Maceió.
Fantasia tem que impactar
Eraldo Ferraz, porta-estandarte do Pinto da Madrugada.
Arquivo pessoal
Mais do que carregar o estandarte, Eraldo transformou o figurino em marca registrada. Para ele, fantasia precisa chamar atenção. “Se fosse uma coisa simples, não teria tanto impacto. A responsabilidade de trazer o Pinto da Madrugada tem que ter muito brilho”, explicou.
O dourado virou sua assinatura. O desfile acontece pela manhã, por volta das 9h, e o brilho da roupa sob o sol é parte do espetáculo. “O dourado é o que me atrai, porque o sol batendo na roupa traz aquele brilho.”
Para Eraldo Ferraz, o Carnaval vai além da festa. É um momento de liberdade e alegria coletiva. “É o momento do ano em que a gente se joga, extravasa e sente que tudo é possível.”
Por: G1 Alagoas