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Tela Brasil: Universidade de Alagoas cria streaming gratuito dedicado ao cinema brasileiro


Governo lança Tela Brasil, streaming gratuito de filmes nacionais
O que começou como um projeto de pesquisa dentro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se transformou na Tela Brasil, nova plataforma pública de streaming lançada pelo Governo Federal neste sábado (30).
Desenvolvido pelo Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES/Ufal), o serviço reúne inicialmente 561 produções audiovisuais brasileiras e poderá ser acessado gratuitamente por qualquer cidadão com conta Gov.br.
A plataforma foi criada sem participação de empresas privadas e mobilizou cerca de 80 integrantes entre pesquisadores, desenvolvedores, técnicos, estudantes e bolsistas de instituições públicas de diferentes regiões do país.
Segundo a vice-coordenadora do projeto e professora da Ufal, Luciana Santa Rita, a proposta surgiu a partir da necessidade de ampliar o acesso ao audiovisual brasileiro fora dos grandes centros do país.
“A plataforma democratiza o acesso a estados e cidades sem cinemas e fora dos eixos Sul e Sudeste. Filmes que dificilmente chegariam aos streamings comerciais, como curtas e documentários, poderão ser consumidos pela sociedade”, afirmou ao g1.
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O desenvolvimento da Tela Brasil foi conduzido pelo NEES, núcleo da Ufal voltado à criação de soluções tecnológicas e sociais. Para a equipe responsável, o projeto também representa um exemplo da capacidade das universidades públicas brasileiras de desenvolver produtos digitais de grande escala.
“O desenvolvimento da Tela Brasil pela Ufal e pelo NEES é um exemplo prático de como a universidade pública brasileira pode atuar na vanguarda tecnológica. O projeto reafirma o protagonismo acadêmico das instituições federais de ensino superior, provando que elas são capazes de entregar produtos de alta complexidade e escaláveis para milhões de usuários”, disse Luciana Santa Rita.
Segundo a professora, o desenvolvimento próprio da plataforma também evita dependência tecnológica de empresas privadas estrangeiras e garante que o Estado brasileiro mantenha controle sobre o código-fonte e a inteligência do projeto.
“Ao assumir o desenvolvimento integral da plataforma, o Estado brasileiro promove uma significativa economia de recursos, mantendo a propriedade do código-fonte e da inteligência do projeto”, afirmou.
O coordenador do projeto no NEES e professor da Ufal, Thiago Cordeiro, afirmou que a plataforma nasce como uma política pública de difusão cultural.
“A Tela Brasil nasce como uma política pública voltada à difusão gratuita do audiovisual brasileiro, reunindo produções nacionais financiadas com recursos públicos e acervos de instituições culturais federais”, disse.
O catálogo inicial reúne longas-metragens, curtas, médias e telefilmes brasileiros, incluindo 19 produções indicadas pelo Brasil ao Oscar. As obras fazem parte de acervos da Cinemateca Brasileira, Centro Técnico Audiovisual (CTAv), Funarte e Fundação Palmares.
Neste primeiro momento, a Tela Brasil funcionará apenas na versão web, disponível no endereço Tela Brasil. Segundo o Ministério da Cultura, versões para celular, Smart TV e acesso offline devem ser lançadas futuramente.
A plataforma também contará com recursos de acessibilidade. Das 561 obras previstas no catálogo inicial, mais de 300 já possuem audiodescrição, legendagem descritiva e tradução para Libras.
“A Ufal também é responsável pela legendagem, Libras e audiodescrição das obras dos parceiros, como Cinemateca, Fundação Palmares e Funarte”, afirmou Luciana Santa Rita.
Segundo os desenvolvedores, a Tela Brasil não terá publicidade, cobrança de assinatura nem rastreamento comportamental para fins comerciais. O tratamento de dados seguirá as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Cenas de ‘A hora da estrela’, ‘Deus e o diabo na terra do sol’ e ‘O que é isso, companheiro?’.

 

 

PorG1 Alagoas